Como funciona

Da conversa inicial ao crédito na conta do cliente.

Duas linhas do tempo importam aqui: a da parceria, que acontece uma vez, e a da operação, que se repete a cada crédito concedido. As duas estão descritas abaixo.

Linha do tempo 01

A parceria

Antes de qualquer operação, precisamos entender o negócio, avaliar a contraparte e desenhar a estrutura. Essa etapa acontece uma vez.

  1. 01

    Diagnóstico

    Conversa técnica e comercial para mapear o público-alvo, o produto pretendido, o volume esperado, o canal de originação e as restrições do seu negócio.

  2. 02

    Desenho da estrutura

    Definição do instrumento (CCB ou Nota Comercial), do modelo de funding, da política de crédito, das responsabilidades de cada parte e do fluxo financeiro da operação.

  3. 03

    Avaliação de contraparte

    Análise cadastral, societária, reputacional e de conformidade do parceiro, incluindo identificação do beneficiário final. É uma exigência da nossa política de compliance, não uma formalidade.

  4. 04

    Contratação e configuração

    Assinatura do acordo, configuração do ambiente com a sua identidade visual, parametrização das regras de produto e liberação das credenciais de integração e do ambiente de testes.

  5. 05

    Homologação e início

    Testes ponta a ponta, validação dos documentos gerados, conferência das informações obrigatórias ao cliente e liberação gradual do volume em produção.

Linha do tempo 02

A operação de crédito

Este é o ciclo que se repete a cada proposta. Cada etapa gera registro, evidência e trilha de auditoria.

  1. 01

    Proposta

    O cliente final solicita o crédito dentro da jornada da sua marca, informando os dados necessários e o valor pretendido. A simulação já apresenta prazo, parcelas e custo.

  2. 02

    Identificação (KYC / KYB)

    Validação documental, biometria facial com prova de vida e consultas em bases oficiais. Para pessoa jurídica, verificação da cadeia societária e identificação do beneficiário final.

  3. 03

    Triagem de compliance

    Verificação em listas restritivas e de sanções, checagem de pessoa exposta politicamente, classificação de risco do cliente e aplicação da política de PLD/FT.

  4. 04

    Análise de crédito

    Consulta a bureaus, avaliação de capacidade de pagamento, aplicação do motor de decisão e definição de limite, taxa e condições. A decisão é registrada com os critérios que a fundamentaram.

  5. 05

    Formalização do título

    Geração da CCB ou da Nota Comercial com as cláusulas da operação, o cronograma de pagamentos, os encargos, os tributos e o Custo Efetivo Total (CET), apresentados ao cliente antes da assinatura.

  6. 06

    Assinatura eletrônica

    Assinatura com validade jurídica e coleta de evidências: identidade verificada, carimbo de tempo, endereço IP, geolocalização e hash do documento, preservados na trilha de auditoria.

  7. 07

    Liquidação

    Desembolso ao beneficiário conforme o fluxo financeiro acordado, com conciliação e comprovantes disponíveis para o parceiro e para o cliente final.

  8. 08

    Pós-contratação

    Gestão da carteira, cobrança, renegociação, atendimento, emissão de segunda via e informações de saldo devedor. Quando previsto na estrutura, apoio às operações de cessão.

Instrumentos

CCB ou Nota Comercial: o que muda.

Aspecto Cédula de Crédito Bancário (CCB) Nota Comercial Escritural
Base legal Lei nº 10.931/2004, arts. 26 a 45 Lei nº 14.195/2021, arts. 45 a 53
Quem emite O tomador do crédito (pessoa física ou jurídica) Sociedades anônimas, limitadas e cooperativas
Em favor de quem Instituição financeira ou entidade equiparada Investidores e credores em geral
Natureza Promessa de pagamento em dinheiro decorrente de operação de crédito Título de dívida para captação de recursos
Execução Título executivo extrajudicial Título executivo extrajudicial
Uso típico Empréstimo, financiamento, consignado, antecipação, crédito com garantia Dívida corporativa, operações estruturadas, funding de carteiras
Circulação Pode ser cedida a terceiros, inclusive a FIDCs Escritural, com transferência conforme a estrutura da emissão

Como escolher

Na prática, a decisão parte de três perguntas: quem é o emissor do título, de onde vem o recurso que financia a operação e o que acontece com o crédito depois de concedido. Essa análise faz parte do diagnóstico inicial da parceria — não é algo que você precise resolver sozinho antes de falar com a gente.

Pronto para desenhar a sua esteira?

O diagnóstico inicial não tem custo e não exige compromisso.